| Momentos que são meus (e que não abro mão) |
de mudança.
Acabou!
Sabe, já faz um tempo que estou pensando nisso, mas sempre as datas dos arquivos ao lado me faziam ficar mais um pouco, afinal todos esses textos são pedaços meus! E a vontade que me dá é que pegar cada post, um a um, e colar no meu novo endereço – da mesma forma como a gente quer não se separar dos amigos quando precisa partir para uma outra cidade!
E é exatamente isso: estou indo pra uma nova cidade do mundo virtual!
Antes de partir, eu queria lhe agradecer por cada visita e leitura das coisinhas que eu ia juntando e escrevendo (mesmo-mesmo!). E espero que continue me visitando na minha nova casa, porque eu já sinto saudades! Clica aí e seja bem-vindo: pedaços de mim [http://elaniacristina.blogspot.com/]
;*
Escrito por Elânia Cristina às 23h30
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café.
Quando passo muito tempo em frente ao computador ou sentada na mesa cheia de papéis, eu levanto, me dirijo a cozinha, pego uma xícara, coloco Coca-Cola e bebo devagar, enconstada na parede, olhando pra janela. Beberico como se estivesse quente o líquido que é gelado. Pausadamente. E brincando feito criança, eu me sinto mais adulta! [Todo mundo tem sua oportunidade de ser tão grande quanto deseja.] J. Collier
Escrito por Elânia Cristina às 01h25
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crônicas.
- Não agüento mais, não agüento mais.
Era tudo o que ele conseguia dizer aos dois amigos que o consolava:
- Não esquenta com isso...
- Não vale a pena!
Fora um dia difícil e ele estava cansado. Bastante cansado.
Engoliu o último gole de café e começou a sentir irritação crescendo até pelos seus amigos. Mas não queria brigar.
Em um determinado ponto, virou pra um e questionou ríspido:
- Quanto tempo você deixou de falar com a sua mãe?
Ele baixou os olhos e sussurrou a resposta:
- Um ano.
- E você? – atacou a outra. Quanto tempo você não fala com o seu pai?
Ela mordeu um canto do lábio e respondeu a contragosto:
- Cinco meses. Seis, semana que vem.
- Uau! Tenho certeza que também não valia a pena, disse num tom irônico.
E depois disse ninguém ousou falar mais nada.
[Geralmente se queres que as coisas mudem tens de as mudar, e muitos de nós não queremos assumir a responsabilidade. Por isso não fazemos nada, e arrastamo-nos em situações insatisfatórias, esperando pela magia, que não acontece.] Fay Weldon
Escrito por Elânia Cristina às 00h32
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escritos.
Se eu fizesse uma lista das manias que herdei do meu pai, meu Deus! Seria quase como colocar um sinal de igualdade entre nós dois, porque as doidices vão desde fechar as gavetas pela metade até colocar um copo d’água ao lado da cama antes de dormir. E estamos para papéis como as nuvens estão para o céu! É incrível!
Não sei a razões dele, mas gosto de guardar folhas em branca em apoio ao meio ambiente e pensar que um dia a utilizarei e achar que me será útil o panfleto de locação de serra elétrica.
E hoje, numa tentativa [frustrada] de arrumar cartinhas, documentos, escritos, poemas, estudos e a papelada que se amontoa no meu quarto, caiu em mãos uma dessas conversas de papel, típicas de aulas chatas, sabe? Muito embora não conste o dia exato da conversa, sei que é do ano de 2003, quando fazia o primeiro ano.
Engraçado lembrar dos nossos papos e de quem éramos daquela época; gostoso sentir que por mais que o tempo passe, os amigos permanecem! Olha:
- Elânia: A aula tá chata, bora conversar?
- Marcely: É isso aí, tô pra dormir.
- E: Novidades?
- M: Nada. Ultimamente “tá tudo assim tão diferente. Se lembra quando a gente” tinha sempre uma besteira pra falar? Hahahaha. Pois é, agora tá parado mesmo.
- E: Esse ano foi mó tosco! E essa música é do grande-fabuloso-magnífico Renato Russo!!! (tá, parei)¹.
- M: É bom mesmo! É, foi! Tava a fim de viajar, mas parece que não vai dá rock. A gente podia acampar, né? Não precisa ser na fazenda da Ana Paula, tem o sítio da Liz e o quintal da tua casa!
- E: Seria realmente incrível acampar no quintal de casa, mas o sítio da Liz é uma boa. Se bem que se convidar é foda.
- M: Foda nada. Querida, você é cara-de-pau. E não vem dá uma de Ana Paula³!
- E: Eu? Cara-de-pau? Magina!
- M: Hahahaha. Como a gente faz? Vai perguntando logo se pode acampar na Liz ou você tem uma idéia melhor?
- E: E depois EU sou a cara-de-pau... Tipo, a gente podia insinuar que seria bom acampar, mas não temos onde, blá-blá-blá. Daí a gente se lembra: “ohh Liz, tem o seu sítio!” e vê o que ela fala.
- M: Boa! Acho que a Liz vai topar.
- E: Tá no papo! Ela vai, sim. Bora lá.
Explicações:
¹ A cada dez palavras minhas, sete e meia era “Renato Russo”
² A Paulinha até hoje inventa formalidades entre nós.
³ Desde daquela época já tínhamos a boca suja, tcs tcs tcs!
Golpe em amigos é golpe antigo, hauhuahauhau.
[Os deploráveis modos modernos de hoje serão os “bons velhos tempos” de amanhã.] L.S. McCandless
Escrito por Elânia Cristina às 00h24
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maio.
[Maio já está no final É hora de se mover prá viver mil vezes mais Esqueça os meses esqueça os seus finais esqueça os finais Eu preciso de alguém sem o qual eu passe mal sem o qual eu não seja ninguém eu preciso de alguém] Maio, Kid Abelha
Não sei se tô precisando tanto assim!
Maio começou dia desses e já termina.
Tempo passa cada vez mais rápido.
Engraçado... Quando eu era criança, tudo parecia tão mais devagar. Um ano era um longo ano e aniversários demoravam... E como!
Eu queria entender porque o tempo toma outra dimensão com o passar dele mesmo, do tempo.
[Termina o ano
como passa o avião:
Já foi.
Eu fico.
Tempo vai!
Que eu fico.
Não quero passado-presente-futuro:
Atemporal, me frutifico.] Fim de ano, Eli Macuxi
Escrito por Elânia Cristina às 23h30
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ficou pra trás.
Passei em frente ao cursinho que estudei ano passado. Não é um dos lugares que me trás boas recordações.
De longe vi rostos conhecidos e lembrei imediatamente da convicção de um certo professor que afirmava categoricamente encontrar as mesmas pessoas dos anos passados no ano que viria. Ele não errou, mas eu sempre achei que aquela não era a melhor forma de estimular um aluno derrotado pelo vestibular. De qualquer forma, a cada vez que eu o ouvia, estudava.
Sala de estudos: alguém puxando conversa que eu gentilmente desconversava. Por mais interessantes que fossem os papos e as pessoas, eu dava um jeito de me desviar e sair. Foram poucos amigos - considerados muitos. Poucos e bons!
Muito embora nem sempre tenha sido fácil, com tempo passando e a gente até se acostuma a ficar quietinho e usar todo o senso de observação. Notar coisas tão ricas e tão despercebidas como o jeito calado do rapaz de traços orientais e a mesma blusa xadrez em azul e branco. A garota que ficava desconcertada na presença do amigo e se ajeitava na cadeira pra dali a pouco soltar o cabelo dizendo sem dizer que estava interessada por ele. A moça bonita, prepotente, crente e embora inteligente, nunca conseguiu a pontuação necessária para o curso almejado.
A letra impecável do matemático, a infame presença da professora de português, a opinião polêmica do meu amado historiador e a beleza da bióloga.
Os gestos da conversa dos meninos, o entusiasmo de uma segunda-feira e ombros caídos na quarta. A vangloria exagerada, a risada contida, o olhar torto, a expressão entediada, o bater da caneta na cadeira, o pensamento distante, as pernas inquietas, a irritação pela interrupção, o bom dia educado, a insegurança disfarçada, o excesso de saudações.
Observava tentando descobrir o que significavam exatamente essas cenas.
Tomava um cafezinho e me sentia sozinha. Perdida.
Daí rumava ao rio e jogava nas águas todas minhas angústias.
Eu não tinha escola, não tinha faculdade, me sobravam escolhas e usar bem das minhas faculdades. Tantas dúvidas!
Vontade de voltar no tempo, passar o tempo, sumir! Não deu pra fazer nada disso.... Mas que tempo passou, passou.
[Jamais desespere às mais sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda] Provérbio Chinês
Escrito por Elânia Cristina às 04h05
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S2
Chegou à minha caixa de e-mail um desses textos batidos da internet, mas que volta e meia reaparece como se fosse inédito.
Em vez de excluí-lo, como geralmente faço, resolvi lê-lo. Ou relê-lo.
Gosto de ler coisas que passaram por muito tempo nos meus olhos, porque nós temos uma interpretação diversa da que tivemos na primeira vez. E foi o que aconteceu.
Enquanto me deliciava com cada tópico, pensava na possibilidade de ser verdade. Quem sabe por um pouco de vaidade, nesses tempos que eu não gosto de ninguém e julgo ninguém gostar de mim também, foi até gostosinho pensar que alguém todas as noites podia pensar em mim ou me amar secretamente – e platonicamente, se me permite dizer. ;)
Segue:
[Você não sabe, mas:
- pelo menos 5 pessoas no mundo te amam tanto que poderiam até morrer por você.
- pelo menos 15 pessoas no mundo te amam de alguma forma.
- alguém pode não conseguir sobreviver!
- o seu sorriso traz felicidade a alguém.
- a razão que faria alguém te odiar seria a vontade que ela tem de ser como você.
- todas as noites alguém pensa em você antes de dormir.
- você é o mundo de alguém.
- e alguém cuja existência você desconhece, te ama.
- algo bom acontece até na a maior burrice de sua vida.
- quando você pensa que o mundo virou as costas, pense bem: você pode ter virado as costas para o mundo!] Desconhecido.
Escrito por Elânia Cristina às 02h06
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crescer.
- Olha só como essa menina cresceu!
Um amigo dos meus pais direcionou esta frase para mim após séculos sem me ver. E eu nos meus dezoito fiz a mesma coisa de quando tinha oito: abri meu sorriso amarelo e sem graça!
Pois bem, cresci. Não cresci?
Quer dizer, sim, cresci.
Como vou crescendo todos os dias, uma vez que quem era ontem já não sou quem sou hoje e que não será a de amanhã. Isto é óbvio!
O que eu tento entender é quem é essa pessoa que eu sou e não sou?
Quem é esse alguém que vou me transformando sem nem ter um visão clara das mudanças necessárias para ficar assim para ficar assim?
Filosófico demais, né?! Eu sei!
É que às vezes a gente vai vivendo só por viver, sem perceber que o quanto tudo está mudando o tempo todo. De repente acorda com a chova e descobre que está no inverno e de repente se anda numa tarde quente e amaldiçoa o verão.
Ou se anda pela rua e encontra amigos de tempos atrás e repara como todos estão maiores, mais fortes, mais adultos. E se pergunta o que eles pensam de você.
- Não pensam nada. Nós continuamos normais!
Eu escutei isso e ri. Ri porque esse meu amigo também não se deu conta da nossa freqüente mutação e nem ousou inverter os papéis, pois se hoje nós os víamos mais adultos, certamente eles também nos viu diferentes.
- Ou estamos tomando da fonte da juventude e eu não sei.
Mas não estamos!
Não raro olhar pra trás e sentir o quanto infantil se foi, mesmo que naquela época aparentasse ser o mais certo. E até o mais maduro.
É filho. O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bandeirindos... nem existe mais!
[Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço. Não do tamanho que os outros me enxergam] Carlos Drummond de Andrade
Escrito por Elânia Cristina às 05h45
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mamã.
“Nem o sol, nem o mar, nem o brilho das estrelas, tudo isso não tem valor sem ter você. Sem você, nem o som da mais linda melodia, nem os versos dessa canção iam valer. Nem o perfume de todas as rosas é igual a doce presença do seu amor. O amor estava aqui, mas eu nunca saberia que um dia se revelou quando te vi”.¹
Lembro dessa música da alfabetização, numa homenagem pro dia das mães. E de lá pra cá ao escutar a melodia lembro da minha mãe, por definir exatamente o que eu sinto e de uma forma que eu seria incapaz de expressar.
Isso porque gosto de brincar com palavras, tal qual como crianças gostam de brincar de Lego, mas quando se trata de escrever sobre assuntos tão sérios [e tão pessoais] as letrinhas se confundem e se juntam estranhas, tão estranhas que nada legal acaba saindo.
Talvez por ser um amor avassalador que definição qualquer seria mínima, pois imagine você se voltar de forma incondicional para alguém sem nada em troca!
É tão amplo que eu possivelmente só vá entender trate quando eu chegar a ser mãe – e ainda assim morrendo de pena dos meus filhos por não tão uma mãe tão boa quanto a minha.
Ela é passado, presente e futuro.
Pra ser sincera, eu não consigo me imaginar sem ela e ao mesmo tempo não posso dizer que se a perdesse não seria feliz. Eu poderia até ser, no entanto seria infinitamente mais difícil, mais vazio e mais doloroso! É tão forte que dá vontade até de chorar.
Mãe é carinho, cuidado, grandeza, proteção, paciência, preocupação, sofrimento, alegria, medo, força, coragem de segunda a segunda, vinte e quatro horas por dia.
E por mais que algumas pessoas critiquem o dia das mães, eu penso que é um dia válido afinal de contas por mais que você tenha o ano inteiro para agradecer a sua mãe por ser sua mãe, isso nem sempre acontece. Então fica aqui o meu muito, muito, muito obrigada!
¹Quando te vi, Beto Guedes
[- Minha mãe me ensinou a dar valor ao trabalho dos outros:
"Se você e seu irmão querem se matar, vão lá fora. Eu acabei de limpar a casa!"
- Me ensinou a ter fé:
"É melhor você rezar para sair essa mancha do tapete."
- Minha mãe me ensinou lógica e hierarquia:
"Porque eu estou dizendo e acabou. Ponto final."
- Minha mãe me ensinou o que é motivação:
"Continua chorando que eu vou te dar um bom motivo para chorar."
- Me ensinou a contradição:
"Fecha a boca e come!"
- Minha mãe me ensinou a ter força de vontade:
"Você vai ficar aí sentado até comer tudo."
- Me ensinou a valorizar um sorriso:
"Me responde de novo e eu te arrebento os dentes!"
- Minha mãe me ensinou a retidão:
"Eu te ajeito nem que seja no tapa!"] Coisas que aprendi com minha mãe, Desconhecido.
Escrito por Elânia Cristina às 17h02
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eles.
Telefone toca. Eu atendo.
- Alô?
- Alô? – uma pessoa responde numa ligação distante e demorada.
- Quer falar com quem?
- Elânia, é a Marcelle Ohara.
- E aí, doida?
- Ei.
- Oi.
- Olha, pega papel e caneta e anota o que eu vou te dizer.
- O quê é?
- Anota. Anota. Eu tô em Manaus.
- Legal, você fica aí até...
- Elânia. Anota. É urgente.
- Fala criatura.
E ela começa a dizer nome completo, endereço...
- Pra quê isso?, eu pergunto.
- Eles vão te ligar e te perguntar. Você confirma, pelo amor de Deus, confirma.
- Eles quem?
- Eles também vão perguntar onde eu estudo, você diz. Você diz o curso que eu faço, direitinho. Tá entendendo?
- Sim, sim.
- Fala que eu moro com a minha mãe. Elânia?
- Oi.
- Não mente, Elânia. Não mente pra eles. Fala tudo.
- Tá, eu falo.
- Eles vão te ligar daqui a pouco. Mas... diz que eu trabalho.
- Mas é pra dizer que você trabalha aonde?
- No emprego da minha irmã, eles não vão descobrir. Você diz.
- Marcelle...
- Elânia, você anotou tudo direitinho? Você quer que eu repita alguma coisa?
- Não, tá tudo certo, mas menina, por Deus, me diz o que é isso? Quem são eles?
- Ah, é que eu tô aqui no shopping, resolvi fazer meu cartão na C&A e eles precisam de referência.
E quando a gente mata uma desgraça dessas ainda vai presa!! =p
Escrito por Elânia Cristina às 01h54
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balinha.
Gostaria de dizer que valeu, que foi demais, mas não é o caso. Definitivamente Chiclete com Banana foi tão... sem graça!
Verdade seja dita e os créditos dados, a organização fez um bom trabalho em relação à estrutura e segurança, no entanto o palco desfez a animação que um trio elétrico faria. E a escolha do repertório, em que as baladas românticas tiveram um destaque maior, também não ajudou
Lembro que lá pelas tantas, numa das músicas tristes e lentas comentei que se eu tivesse por quem chorar, choraria
- Eu estava pensando a mesma coisa
E quando viro pro lado, vejo minha amiga com um recém término de namoro entregue às lagrimas. E eu me sentindo mal por ter dito a ela que o show a animaria...
- Fica assim não. Vai passar, vai passar
Ela enxugou as lágrimas e concordou com a cabeça
Procurei com os olhos um amigo que estaria no camarote na esperança dele nos enfiar lá em cima e tudo mudar, mal sabendo que a criatura tinha vendido o ingresso. De qualquer forma, não acho que a diferença ia ser grande já que tanta gente descia supondo que a pista estava mais divertida
- Que horas são?
- 1h44min
- É a primeira vez que eu rezo pra um show acabar logo
- Dois. Somos dois
- Quem vota em ir lanchar?
E num momento histórico, todos levantam a mão concordando e vazamos
Faltando sabe Deus quanto tempo para terminar, mas felizes. Mais felizes do que se estivéssemos ficado
Até descobrimos que não fomos os únicos a pensar assim, todavia reconheço minha culpa por não ter lido os sinais que vão desde o episódio das roupas (post abaixo) à minha tenra e inocente infância em que eu não gostava da banda por se chamar ‘Chiclete com Banana’. Com Banana, saca? Eu não suporto banana!
(e que nos sirva de experiência)
[Experiência é o nome que cada qual dá aos seus próprios erros] Oscar Wilde
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Tá, pra não dizer que foi tudo em vão ou perdido, teve sim seus pontos fortes, como a parte que o vocalista gritou:
- Sai do chão Rio Branco!
Ou em que ele perguntou:
- Oh malucat de quem você é tiete?
Ao que respondemos:
- Eu sou, sou tiete da IVETE!
- Será que eles vão cantar a música do jacaré?
- Jacaré?
- “Eu sou o jacaré” uma coisa assim!
- Não seria a “é o bicho, é bicho, vou te devorar, crocodilo eu sou”?
Ou no começinho em que anunciaram que as pessoas do camarote tinham uma parte reservada próximo ao palco e muita gente começou a vaiar, ao que João Paulo se revoltou com o povo ao nosso lado e começou seu discurso:
- Vaia não, vaia não! Pobre tem que se colocar no seu lugar! Se não pode pagar camarote e ter acesso a área vip, fique calado!!
E no final, em que saímos cantando Asa de Águia
- “Dança da manivela”
Show com Bruno, JP, Cândida, Catarina, Valéria e participação especial da Ana Paula, Thiago e Jamile. ;*
Escrito por Elânia Cristina às 19h45
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se eu pudesse e meu r$ desse.
Dia de fazer compras! São duas da tarde. Estamos os quatro, o quarteto: Elânia, Jamile, João e Bruno, entrando nas lojas, experimentando roupas e procurando a ideal.
E que procura!
Quando se acha uma blusa legal, o preço não era tãão legal assim. Quando o preço e a roupa ajuda, o corpo insiste em não se adaptar ao modelo. Arg!
Com os meninos foi mais fácil. O JP comprou uma blusa legal, uma bermuda que combinada e mais não sei quantas peças por compulsão (eu falo mesmo!). O Bruninho era mais contido, mas quis levar um tênis que pagava todas as nossas compras!
- Aff, com esse r$ a gente compra a Guiana.
- Mas sério, vamos procurar ali nas outras lojas porque esse tênis nem é tão bonito assim.
Ele até quis protestar, mas 3x1 é maioria bruta! E sorte a dele, porque nós achamos realmente um melhor, mais bonito e mais barato.
Problema dos meninos resolvido, falava a parte feminina se acertar.
Mas era um entra e sai de loja, um tira e bora de roupa que estava ficando cada vez pior.
- Gostei da blusa.
- Eu também.
- Eu não.
- Mais ou menos.
- Experimenta com essa.
- Não. Prefiro a outra.
- Prefiro essa.
O tempo passando, a noite chegando, ninguém se acertando (ohh novidade!). Depois de vários pitacos, encontramos uma roupa que ficou perfeita na Jamile, mas... e eu?
Encontrei uma bermudinha e uma blusa massa, mas que não custava o que valia.
- Essa bermuda é feia.
- É não.
- É não.
- Eu acho.
- Vamos voltar, procurar e se não achar nada voltar e levar. É a solução.
- Mas tem de ver que horas fecha. Já são 18h45min.
- Moça que horas fecha, hein?
- Às 19.
É. É agora ou nunca. [Medo]
Então todo mundo parou e ficou pensando...
- Leve só a blusa, Elânia.
- É. Pelo menos você vai ter a blusa!
- Moça, quanto custa a blusa?
Ela disse o preço.
- Deixa tudo aí, Elânia, vamos ao shopping.
- Lá de certeza a gente vai encontrar alguma coisa pra ti.
- Mas primeiro... lanchar!
segue...
Escrito por Elânia Cristina às 19h43
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parte 02
Chegamos ao shopping!
35 lojas de opção menos uma que era papelaria, uma de cd, uma para homens, uma de ginástica, uma de calçados, uma de jóias, uma de decoração...
Ui. As opções diminuem drasticamente.
- Não esqueçam que antes de entrar na loja temos que perguntar se aceita o cartão pra gente não se frustrar ou perder tempo
- Beleza
- Aceita American?
- Não
- Aceita American?
- Não
- Aceita American?
- Sim
- Enfim! Uma loja tinha de aceitar esse cartão!
- Ah, o cartão de crédito? Não!
E uma a uma, todas as lojas eram riscadas da nossa lista de opções. Sobrou uma. A última esperança.
- Por favor, vocês aceitam American?
.
suspense!
.
- Sim
:D
- Nós queríamos ver os shorts e as bermudinhas.
- Não, não trabalhamos com shorts.
:(
- E agora?
- Agora virou honra!
- Mas já é quase 20h, gente. Não tem como!
E essa é a hora que eu odeio morar em cidade pequena!
- Como que no?
Na nossa corrida contra o tempo achamos uma loja pra fechar.
- Será que tem?
- Será que aceitam American?
Aceitavam! E tinha o short. E adivinhe: ficou melhor que a bermudinha que eu tinha experimentado anteriormente! Entregamos o cartão.
- Não passou.
- Como que no?
Num total de 4 cartões recusados por um problema na desgraçada da máquina, compramos a vista – e com desconto \0/
Mal sabia eu que era um dos sinais...
Ps: Cheguei a conclusão que vivo uma dessas comédias em que o protagonista, tadinho, é uma dessas criaturas em que tudo, tudo acontece. Mas não vou reclamar muito porque no final (dos filmes e dos post) tudo acaba se ajeitando. Graças! ;)
Escrito por Elânia Cristina às 19h43
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busca.
Espero um senhor terminar a conversa com ela para me aproximar e sentar na cadeira a sua frente.
- Olá minha filha, como você está?
Ela me fala tão calorosamente que se eu estivesse ruim, ficaria melhor.
- Bem, eu vou bem. Mas hoje vim com um problema e preciso da sua ajuda, Dona Alberta.
- Espere só um segundo.
Ela arruma os papéis na mesa e se vira pra mim:
- Diga o que aconteceu.
- Bem, eu não pude entregar um livro e pedi pra minha amiga devolvê-lo, porém ela não assinou a ficha de devolução. O caso é que me ligaram esta semana cobrando o livro.
Ela toca no meu braço com cuidado e diz:
- Deixe-me ver.
Abre uma pasta e de lá encontra a minha ficha no meio de tantas outras.
- Realmente, minha filha, está em aberto.
- E agora?
- Livro número 845.684.571 L 54A Ex 02. Vamos procurá-lo.
Olho pra trás. Encontrar um livro que está identificado por uma etiqueta no rodapé da capa no mundo de estantes equivale a achar uma agulha no palheiro.
- Venha pra cá, menina. Olhe aqui estão os livros 844. Andemos. 845! 845 e 500... 845 e 600...
Acompanho desanimada, pois aquela numeração pode não significa nada, uma vez que tantas e tantas pessoas pegam um livro num canto e depois o guardam em qualquer parte da estante – inclusive eu!
Plano B: saio procurando pelas colunas, livro pro livro, em olhar rápido e atento. Quem sabe assim encontro mais rápido?
Nada!
Recorro à ajuda maior e teço a minha oração: “São Longim, São Longim, quando achar o livro vou dá três pulinhos”. Imediatamente um senhor grita:
- Achei!
Viramos.
- Achei a senhora, Dona Alberta!
Céus! A oração é minha mas o pedido do velho que é atendido?
- Mas e se alguém já estiver emprestado?
Ela volta na sua mesa, vasculha, vasculha e acha uma ficha que prova que o livro foi devolvido.
- Eu só não posso deixar você assinar porque não encontramos o livro. Mas volte no outro turno com a sua amiga e fale com a moça que ela devolveu e está tudo certo.
Agradeço imensamente a atenção de Dona Alberta. A disposição em me ajudarm e a paciência... Não consigo deixar de aumentar o meu carinho por ela a cada dia!
- Ohh menina, Não há de quê. Não há de quê.
[Se tiveres amor, farás bem todas as coisas] Thomas Merton
Escrito por Elânia Cristina às 01h36
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o do episódio do pneu.
- Jamile, você tá aonde?
- Eu tô num barzinho perto da Fares. Eu quero vocês aqui agora!
Estou com Ana Paula, Catarina e Bruno e vamos ao seu encontro.
- Vem com a gente.
- Eu quero ficar. Fiquem!
Olhamo-nos. Segurar vela? Não!
- E o João Paulo?
- Deixa eu ligar.
...
- Cadê você?
- Aniversário da minha afilhada.
- Hã? Festa de criança? Brigadeiro, salgadinho? Onde fica?
Ele explica.
- Bruno, pega a direita – eu oriento.
- Bruno, a outra direita!
- Mas você apontou pra lá, Elânia.
- Não! Eu apontei pros dois lados...
- Mas eu te vi apontando pra lá.
- Só que eu disse ‘direita’.
- E como eu você não sabe o que é direta e esquerda eu segui a sua mão.
- Não é que eu não saiba, eu confundo! E eu apontei pros dois lados como quem diz “descubra”.
- Hãnrãm.
Depois de um retorno, chegamos. E chove.
- A gente vai entrar?
- Sim.
- Não.
- Não?
- Sim, eu quero brigadeiro.
- Eu também!
- Então vamos.
- Ah não!
[continua]
Escrito por Elânia Cristina às 01h32
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