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Momentos que são meus (e que não abro mão)


balinha.

Gostaria de dizer que valeu, que foi demais, mas não é o caso. Definitivamente Chiclete com Banana foi tão... sem graça!

Verdade seja dita e os créditos dados, a organização fez um bom trabalho em relação à estrutura e segurança, no entanto o palco desfez a animação que um trio elétrico faria. E a escolha do repertório, em que as baladas românticas tiveram um destaque maior, também não ajudou

Lembro que lá pelas tantas, numa das músicas tristes e lentas comentei que se eu tivesse por quem chorar, choraria

- Eu estava pensando a mesma coisa

E quando viro pro lado, vejo minha amiga com um recém término de namoro entregue às lagrimas.  E eu me sentindo mal por ter dito a ela que o show a animaria...

- Fica assim não. Vai passar, vai passar

Ela enxugou as lágrimas e concordou com a cabeça

Procurei com os olhos um amigo que estaria no camarote na esperança dele nos enfiar lá em cima e tudo mudar, mal sabendo que a criatura tinha vendido o ingresso. De qualquer forma, não acho que a diferença ia ser grande já que tanta gente descia supondo que a pista estava mais divertida

- Que horas são?

- 1h44min

- É a primeira vez que eu rezo pra um show acabar logo

- Dois. Somos dois

- Quem vota em ir lanchar?

E num momento histórico, todos levantam a mão concordando e vazamos

Faltando sabe Deus quanto tempo para terminar, mas felizes. Mais felizes do que se estivéssemos ficado

Até descobrimos que não fomos os únicos a pensar assim, todavia reconheço minha culpa por não ter lido os sinais que vão desde o episódio das roupas (post abaixo) à minha tenra e inocente infância em que eu não gostava da banda por se chamar ‘Chiclete com Banana’. Com Banana, saca? Eu não suporto banana!

(e que nos sirva de experiência)

 

[Experiência é o nome que cada qual dá aos seus próprios erros] Oscar Wilde

-------------------------------------------------------------------

Tá, pra não dizer que foi tudo em vão ou perdido, teve sim seus pontos fortes, como a parte que o vocalista gritou:

- Sai do chão Rio Branco!

 

Ou em que ele perguntou:

- Oh malucat de quem você é tiete?

Ao que respondemos:

- Eu sou, sou tiete da IVETE!

 

- Será que eles vão cantar a música do jacaré?

- Jacaré?

- “Eu sou o jacaré” uma coisa assim!

- Não seria a “é o bicho, é bicho, vou te devorar, crocodilo eu sou”?

 

Ou no começinho em que anunciaram que as pessoas do camarote tinham uma parte reservada próximo ao palco e muita gente começou a vaiar, ao que João Paulo se revoltou com o povo ao nosso lado e começou seu discurso:

- Vaia não, vaia não! Pobre tem que se colocar no seu lugar! Se não pode pagar camarote e ter acesso a área vip, fique calado!!

 

E no final, em que saímos cantando Asa de Águia

- “Dança da manivela”

 

Show com Bruno, JP, Cândida, Catarina, Valéria e participação especial da Ana Paula, Thiago e Jamile. ;*



Escrito por Elânia Cristina às 19h45
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se eu pudesse e meu r$ desse.

Dia de fazer compras! São duas da tarde. Estamos os quatro, o quarteto: Elânia, Jamile, João e Bruno, entrando nas lojas, experimentando roupas e procurando a ideal.

E que procura!

Quando se acha uma blusa legal, o preço não era tãão legal assim. Quando o preço e a roupa ajuda, o corpo insiste em não se adaptar ao modelo. Arg!

Com os meninos foi mais fácil. O JP comprou uma blusa legal, uma bermuda que combinada e mais não sei quantas peças por compulsão (eu falo mesmo!). O Bruninho era mais contido, mas quis levar um tênis que pagava todas as nossas compras!

- Aff, com esse r$ a gente compra a Guiana.

- Mas sério, vamos procurar ali nas outras lojas porque esse tênis nem é tão bonito assim.

Ele até quis protestar, mas 3x1 é maioria bruta! E sorte a dele, porque nós achamos realmente um melhor, mais bonito e mais barato.

Problema dos meninos resolvido, falava a parte feminina se acertar.

Mas era um entra e sai de loja, um tira e bora de roupa que estava ficando cada vez pior.

- Gostei da blusa.

- Eu também.

- Eu não.

- Mais ou menos.

- Experimenta com essa.

- Não. Prefiro a outra.

- Prefiro essa.

O tempo passando, a noite chegando, ninguém se acertando (ohh novidade!). Depois de vários pitacos, encontramos uma roupa que ficou perfeita na Jamile, mas... e eu?

Encontrei uma bermudinha e uma blusa massa, mas que não custava o que valia.

- Essa bermuda é feia.

- É não.

- É não.

- Eu acho.

- Vamos voltar, procurar e se não achar nada voltar e levar. É a solução.

- Mas tem de ver que horas fecha. Já são 18h45min.

- Moça que horas fecha, hein?

- Às 19.

É. É agora ou nunca. [Medo]

Então todo mundo parou e ficou pensando...

- Leve só a blusa, Elânia.

- É. Pelo menos você vai ter a blusa!

- Moça, quanto custa a blusa?

Ela disse o preço.

- Deixa tudo aí, Elânia, vamos ao shopping.

- Lá de certeza a gente vai encontrar alguma coisa pra ti.

- Mas primeiro... lanchar!

 

segue...



Escrito por Elânia Cristina às 19h43
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parte 02

Chegamos ao shopping!

35 lojas de opção menos uma que era papelaria, uma de cd, uma para homens, uma de ginástica, uma de calçados, uma de jóias, uma de decoração...

Ui. As opções diminuem drasticamente.

- Não esqueçam que antes de entrar na loja temos que perguntar se aceita o cartão pra gente não se frustrar ou perder tempo

- Beleza

- Aceita American?

- Não

- Aceita American?

- Não

- Aceita American?

- Sim

- Enfim! Uma loja tinha de aceitar esse cartão!

- Ah, o cartão de crédito? Não!

E uma a uma, todas as lojas eram riscadas da nossa lista de opções. Sobrou uma. A última esperança.

- Por favor, vocês aceitam American?

.

suspense!

.

- Sim

:D

- Nós queríamos ver os shorts e as bermudinhas.

- Não, não trabalhamos com shorts.

:(

- E agora?

- Agora virou honra!

- Mas já é quase 20h, gente. Não tem como!

E essa é a hora que eu odeio morar em cidade pequena!

- Como que no?

Na nossa corrida contra o tempo achamos uma loja pra fechar.

- Será que tem?

- Será que aceitam American?

Aceitavam! E tinha o short. E adivinhe: ficou melhor que a bermudinha que eu tinha experimentado anteriormente! Entregamos o cartão.

- Não passou.

- Como que no?

Num total de 4 cartões recusados por um problema na desgraçada da máquina, compramos a vista – e com desconto \0/

Mal sabia eu que era um dos sinais...

 

Ps: Cheguei a conclusão que vivo uma dessas comédias em que o protagonista, tadinho, é uma dessas criaturas em que tudo, tudo acontece. Mas não vou reclamar muito porque no final (dos filmes e dos post) tudo acaba se ajeitando. Graças! ;)



Escrito por Elânia Cristina às 19h43
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busca.

Espero um senhor terminar a conversa com ela para me aproximar e sentar na cadeira a sua frente.

- Olá minha filha, como você está?

Ela me fala tão calorosamente que se eu estivesse ruim, ficaria melhor.

- Bem, eu vou bem. Mas hoje vim com um problema e preciso da sua ajuda, Dona Alberta.

- Espere só um segundo.

Ela arruma os papéis na mesa e se vira pra mim:

- Diga o que aconteceu.

- Bem, eu não pude entregar um livro e pedi pra minha amiga devolvê-lo, porém ela não assinou a ficha de devolução. O caso é que me ligaram esta semana cobrando o livro.

Ela toca no meu braço com cuidado e diz:

- Deixe-me ver.

Abre uma pasta e de lá encontra a minha ficha no meio de tantas outras.

- Realmente, minha filha, está em aberto.

- E agora?

- Livro número 845.684.571 L 54A Ex 02. Vamos procurá-lo.

Olho pra trás. Encontrar um livro que está identificado por uma etiqueta no rodapé da capa no mundo de estantes equivale a achar uma agulha no palheiro.

- Venha pra cá, menina. Olhe aqui estão os livros 844. Andemos. 845! 845 e 500... 845 e 600...

Acompanho desanimada, pois aquela numeração pode não significa nada, uma vez que tantas e tantas pessoas pegam um livro num canto e depois o guardam em qualquer parte da estante – inclusive eu!

Plano B: saio procurando pelas colunas, livro pro livro, em olhar rápido e atento. Quem sabe assim encontro mais rápido?

Nada!

Recorro à ajuda maior e teço a minha oração: “São Longim, São Longim, quando achar o livro vou dá três pulinhos”. Imediatamente um senhor grita:

- Achei!

Viramos.

- Achei a senhora, Dona Alberta!

Céus! A oração é minha mas o pedido do velho que é atendido?

- Mas e se alguém já estiver emprestado?

Ela volta na sua mesa, vasculha, vasculha e acha uma ficha que prova que o livro foi devolvido.

- Eu só não posso deixar você assinar porque não encontramos o livro. Mas volte no outro turno com a sua amiga e fale com a moça que ela devolveu e está tudo certo.

Agradeço imensamente a atenção de Dona Alberta. A disposição em me ajudarm e a paciência... Não consigo deixar de aumentar o meu carinho por ela a cada dia!

- Ohh menina, Não há de quê. Não há de quê.

 

[Se tiveres amor, farás bem todas as coisas] Thomas Merton



Escrito por Elânia Cristina às 01h36
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o do episódio do pneu.

- Jamile, você tá aonde?

- Eu tô num barzinho perto da Fares. Eu quero vocês aqui agora!

Estou com Ana Paula, Catarina e Bruno e vamos ao seu encontro.

- Vem com a gente.

- Eu quero ficar. Fiquem!

Olhamo-nos. Segurar vela? Não!

- E o João Paulo?

- Deixa eu ligar.

...

- Cadê você?

- Aniversário da minha afilhada.

- Hã? Festa de criança? Brigadeiro, salgadinho? Onde fica?

Ele explica.

- Bruno, pega a direita – eu oriento.

- Bruno, a outra direita!

- Mas você apontou pra lá, Elânia.

- Não! Eu apontei pros dois lados...

- Mas eu te vi apontando pra lá.

- Só que eu disse ‘direita’.

- E como eu você não sabe o que é direta e esquerda eu segui a sua mão.

- Não é que eu não saiba, eu confundo! E eu apontei pros dois lados como quem diz “descubra”.

- Hãnrãm.

Depois de um retorno, chegamos. E chove.

- A gente vai entrar?

- Sim.

- Não.

- Não?

- Sim, eu quero brigadeiro.

- Eu também!

- Então vamos.

- Ah não!

 

[continua]



Escrito por Elânia Cristina às 01h32
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Estamos na parte que eu mais gosto: ninguém concorda com ninguém e tudo leva um tempão pra ser decidido! E enfim, acabamos por entrar.

 

- Onde estão os brigadeiros?

- Disfarça, gente.

- Eu não conheço ninguém aqui mesmo...

- Vocês não conhecem, mas eles são a minha família e eles me conhecem.

- Quero salgadinho, quero salgadinho.

- Mais brigadeiro.

- Vamos?!

- Não!

- Sim.

- Já?

- Ai, eu vou pedir uma lembrancinha...

- Pelo amor de Deus, vamos.

- Vão, vão...

- Espera.

 

Ao voltarmos pro carro, vimos algumas pessoas correndo, mas corremos também porque a chuva ora engrossava, ora dava um tempo e estava na parte em que ela criava corpo.

 

- Eu estou com fome.

- Lógico, não quis ficar e pegar brigadeiro.

- E salgadinho...

- Quero pizza, diz o Bruno.

- Qualquer coisa que tenha frango, grito.

- Tanto faz, falam Paulinha e Catarina.

- Não. Cachorro-quente!, pede o João.

- Panqueca?

- Pizza?

- Sanduíche?

- Nãão. Sanduíche, não.

- O quê, então?

- Sorvete.

- Não, cachorro, não.

- Mas você não queria?

- Mudei de idéia. Pizza?

- Quem vota em sanduíche?

 

[ainda continua]



Escrito por Elânia Cristina às 01h29
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Todo mundo falando junto. Gritaria. E de repente um clarão: relâmpago. E em seguida escuridão: falta energia. Gritos, nossos gritos.

 

- Gente, cala a boca aê – tenta o Bruno.

Baderna!

- Sério, pô, cala a boca aí.

Baderna!

- Eu acho que o pneu furou.

Silêncio!

- Não, não furou um não.

Alívio.

- Dois pneus furaram!

Espanto.

- Mentira!

- Verdade.

- Step.

- É, mas o step serve pra um, mas são dois.

- Come é que pode?

- Acho que passamos por um prego e furou o primeiro e como o carro estava andando em linha reto o mesmo prego furou o de trás.

- Será?

- Só pode...

- E agora?

- Chama o reboco.

- Não, liga pra concessionária.

- Concessionária? Deve ser muito caro...

- Não, é de graça!

- Liga pra concessionária!

- Mas hoje é sábado!

- Qual o número?

- Tá com a minha mãe, eu vou telefonar pra ela.

Medo.

- Ela vai procurar o número e retorna. Mas, olha: é ali na outra esquina. Vamos lá, deve ter um 0800 nítido.

 

[calma, calma, é o final da história, relaxa]



Escrito por Elânia Cristina às 01h29
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final.

Passamos de cabeça baixa pelo bar onde está a Jamile. Ela observa sem entender.

- Ei, meu pai ligou, ele está vindo.

Voltamos de cabeça baixa pelo bar onde está a Jamile.

- Longa história, dizemos.

 

O pai do Bruno chama um mecânico que sentencia:

- Não estão furados. Alguém colocou uma pedrinha na câmera de ar para eles secarem aos poucos e vocês ficarem no prego.

Choque.

- Que horas isso?

- Onde a gente parou?

Dúvidas.

- Já sei! Foi no aniversário da afilhada do JP...

- Lembra que tinha um povo correndo?

- Eu pensei que era da chuva.

- Eu também, até porque a gente correu da chuva...

- Mas eles riam, eles estavam se escondendo!

Revoltamo-nos!

- Olha só o que a maldade humana é capaz!

- Isso é inveja. Inveja da felicidade alheia.

- É ruindade, isso sim.

- Repugnante...

- Lamentável! Filho do cão.

- Arg, daquela família do João Paulo não podia se esperar coisa boa!

- Aqueles agregados!, blasfema o João.

- Tomara que um dia receba em dobro! Que faça com os quatro.

- E que furem de verdade!

- Pois é moço, mas explica aí onde é que coloca a tal pedrinha pra gente se vingar.

- Principalmente se for com alguém que a gente não goste.

- Com certeza!

- Só de ruim...

E no fim das contas, a noite não teria sido a mesma sem o episódio dos pneus. Na verdade, foi a coisa mais emocionante e divertida do final de semana. Povo otário, hiihihi! ;D

 

[Perdoa teus inimigos. Nada os chateia tanta] Oscar Wilde



Escrito por Elânia Cristina às 01h28
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