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Momentos que são meus (e que não abro mão)


crescer.

- Olha só como essa menina cresceu!

Um amigo dos meus pais direcionou esta frase para mim após séculos sem me ver. E eu nos meus dezoito fiz a mesma coisa de quando tinha oito: abri meu sorriso amarelo e sem graça!

Pois bem, cresci. Não cresci?

Quer dizer, sim, cresci.

Como vou crescendo todos os dias, uma vez que quem era ontem já não sou quem sou hoje e que não será a de amanhã. Isto é óbvio!

O que eu tento entender é quem é essa pessoa que eu sou e não sou?

Quem é esse alguém que vou me transformando sem nem ter um visão clara das mudanças necessárias para ficar assim para ficar assim?

Filosófico demais, né?! Eu sei!

É que às vezes a gente vai vivendo só por viver, sem perceber que o quanto tudo está mudando o tempo todo. De repente acorda com a chova e descobre que está no inverno e de repente se anda numa tarde quente e amaldiçoa o verão.

Ou se anda pela rua e encontra amigos de tempos atrás e repara como todos estão maiores, mais fortes, mais adultos. E se pergunta o que eles pensam de você.

- Não pensam nada. Nós continuamos normais!

Eu escutei isso e ri. Ri porque esse meu amigo também não se deu conta da nossa freqüente mutação e nem ousou inverter os papéis, pois se hoje nós os víamos mais adultos, certamente eles também nos viu diferentes.

- Ou estamos tomando da fonte da juventude e eu não sei.

Mas não estamos!

Não raro olhar pra trás e sentir o quanto infantil se foi, mesmo que naquela época aparentasse ser o mais certo. E até o mais maduro.

É filho. O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bandeirindos... nem existe mais!

 

[Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço. Não do tamanho que os outros me enxergam] Carlos Drummond de Andrade



Escrito por Elânia Cristina às 05h45
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mamã.

“Nem o sol, nem o mar, nem o brilho das estrelas, tudo isso não tem valor sem ter você. Sem você, nem o som da mais linda melodia, nem os versos dessa canção iam valer. Nem o perfume de todas as rosas é igual a doce presença do seu amor. O amor estava aqui, mas eu nunca saberia que um dia se revelou quando te vi”.¹

 

Lembro dessa música da alfabetização, numa homenagem pro dia das mães. E de lá pra cá ao escutar a melodia lembro da minha mãe, por definir exatamente o que eu sinto e de uma forma que eu seria incapaz de expressar.

Isso porque gosto de brincar com palavras, tal qual como crianças gostam de brincar de Lego, mas quando se trata de escrever sobre assuntos tão sérios [e tão pessoais] as letrinhas se confundem e se juntam estranhas, tão estranhas que nada legal acaba saindo.

Talvez por ser um amor avassalador que definição qualquer seria mínima, pois imagine você se voltar de forma incondicional para alguém sem nada em troca!

É tão amplo que eu possivelmente só vá entender trate quando eu chegar a ser mãe – e ainda assim morrendo de pena dos meus filhos por não tão uma mãe tão boa quanto a minha.

Ela é passado, presente e futuro.

Pra ser sincera, eu não consigo me imaginar sem ela e ao mesmo tempo não posso dizer que se a perdesse não seria feliz. Eu poderia até ser, no entanto seria infinitamente mais difícil, mais vazio e mais doloroso! É tão forte que dá vontade até de chorar.

Mãe é carinho, cuidado, grandeza, proteção, paciência, preocupação, sofrimento, alegria, medo, força, coragem de segunda a segunda, vinte e quatro horas por dia.

E por mais que algumas pessoas critiquem o dia das mães, eu penso que é um dia válido afinal de contas por mais que você tenha o ano inteiro para agradecer a sua mãe por ser sua mãe, isso nem sempre acontece. Então fica aqui o meu muito, muito, muito obrigada!

 

¹Quando te vi, Beto Guedes

 

[- Minha mãe me ensinou a dar valor ao trabalho dos outros:

"Se você e seu irmão querem se matar, vão lá fora. Eu acabei de limpar a casa!"

- Me ensinou a ter fé:

"É melhor você rezar para sair essa mancha do tapete."

- Minha mãe me ensinou lógica e hierarquia:

"Porque eu estou dizendo e acabou. Ponto final."

- Minha mãe me ensinou o que é motivação:

"Continua chorando que eu vou te dar um bom motivo para chorar."

- Me ensinou a contradição:

"Fecha a boca e come!"

- Minha mãe me ensinou a ter força de vontade:

"Você vai ficar aí sentado até comer tudo."

- Me ensinou a valorizar um sorriso:

"Me responde de novo e eu te arrebento os dentes!"

- Minha mãe me ensinou a retidão:

"Eu te ajeito nem que seja no tapa!"] Coisas que aprendi com minha mãe, Desconhecido.



Escrito por Elânia Cristina às 17h02
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eles.

Telefone toca. Eu atendo.

- Alô?

- Alô? – uma pessoa responde numa ligação distante e demorada.

- Quer falar com quem?

- Elânia, é a Marcelle Ohara.

- E aí, doida?

- Ei.

- Oi.

- Olha, pega papel e caneta e anota o que eu vou te dizer.

- O quê é?

- Anota. Anota. Eu tô em Manaus.

- Legal, você fica aí até...

- Elânia. Anota. É urgente.

- Fala criatura.

E ela começa a dizer nome completo, endereço...

- Pra quê isso?, eu pergunto.

- Eles vão te ligar e te perguntar. Você confirma, pelo amor de Deus, confirma.

- Eles quem?

- Eles também vão perguntar onde eu estudo, você diz. Você diz o curso que eu faço, direitinho. Tá entendendo?

- Sim, sim.

- Fala que eu moro com a minha mãe. Elânia?

- Oi.

- Não mente, Elânia. Não mente pra eles. Fala tudo.

- Tá, eu falo.

- Eles vão te ligar daqui a pouco. Mas... diz que eu trabalho.

- Mas é pra dizer que você trabalha aonde?

- No emprego da minha irmã, eles não vão descobrir. Você diz.

- Marcelle...

- Elânia, você anotou tudo direitinho? Você quer que eu repita alguma coisa?

- Não, tá tudo certo, mas menina, por Deus, me diz o que é isso? Quem são eles?

- Ah, é que eu tô aqui no shopping, resolvi fazer meu cartão na C&A e eles precisam de referência.

 

E quando a gente mata uma desgraça dessas ainda vai presa!! =p



Escrito por Elânia Cristina às 01h54
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